José Carlos da Silva

Flávia Simão
Thais Modesto

Um rádio ligado no fundo do bar, acomodado entre os mantimentos de uma prateleira, animava o ambiente. Do lado esquerdo, refrigerantes empilhados e a famosa mesa de sinuca. O “Bar do Carlinhos” funciona há nove anos e estava calmo naquela tarde. De um jeito tímido e abalado pela doença do pai, José Carlos da Silva, de 54 anos, contou um pouco da sua trajetória de vida.

José Carlos da Silva Foto: Thais Modesto/VozdoNicéia

José Carlos da Silva
Foto: Thais Modesto/VozdoNicéia

Ele nasceu em Pernambuco e passou um tempo em São Paulo antes de se mudar para Bauru. No nordeste, trabalhava como pedreiro, já foi funcionário em postos de gasolina e dirigiu caminhões. Carlinhos recorda que era sofrido, mas no Nicéia, onde vive há vinte anos, não se sofre tanto para ganhar dinheiro. “O bar vai bem. Lá [em Pernambuco], era difícil ganhar um salário mínimo, aqui dá para pagar as contas”, explica.

Seu estabelecimento fica na rua 5 e é muito importante para o bairro. De acordo com alguns moradores, sem o bar, o Nicéia não existiria. No local ele vende mantimentos para cozinha, bebidas, balas e docinhos. Além disso, o bar se tornou um ambiente de confraternização, no qual os clientes podem se reunir e viver bons momentos. Depois das cinco da tarde, o lugar fica lotado. Muita gente sai do trabalho e passa lá para jogar a tão esperada sinuquinha.

Carlinhos conta com o apoio e a ajuda da esposa Leonéia Pompeu, com quem vive há 15 anos. Ela também cuida da casa e do filho Carlos Daniel. Carlinhos tem ainda mais três filhos – Celsimar Carlos da Silva, Luís Carlos da Silva Neto e Danilson Carlos da Silva – com sua ex-companheira, Maria José da Silva, que também auxilia na manutenção do bar e tem uma relação harmoniosa com Carlinhos e Leonéia.

Ele comenta que tem vontade de ampliar o lugar, mas como o desnível entre o piso do bar e a rua é grande, fica muito difícil reformar. Se esse problema fosse resolvido, facilitaria também a entrega de mercadorias. Com seu bom coração, vontade de ajudar o próximo e disposição para administrar o bar, Carlinhos tenta ajudar a vizinhança como pode. Inclusive, pessoas que necessitam de algum atendimento fora do bairro costumam procurá-lo. De forma animada, encerra: “é só pegar o carro que eu levo”.

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