Oswaldo Ribeiro da Silva

Bárbara Paro Giovani
Catherine Paixão
Isabella Cintrão
Lucas Marques

“Ele é o vigia do bairro”, brinca a filha Laís ao comentar sobre o pai, Oswaldo Ribeiro da Silva. Ele recebeu esse apelido porque vive andando pelo bairro e passa o dia observando as pessoas, sentado do lado de fora de sua casa. Cheio de histórias, ele compartilha algumas com os leitores do Voz do Nicéia.

Oswald nasceu em Marília, onde morou por 33 anos. Casado há 25 anos com Elza Pereira e com quatro filhos, ele conta alegremente que “juntou os trapos” com a esposa. Mora no bairro do Nicéia há 21 anos, junto com sua mulher, sua filha Laís e sua neta, chamada Dulce Maria. A menina não desgrudou do avô e da mãe durante a entrevista.

Seu Oswaldo conta que já trabalhou como servente de pedreiro, mas há algum tempo trabalhava como jardineiro do IPMET, com carteira de trabalho registrada. Em março do ano passado, o jardineiro sofreu um acidente que mudou sua vida e a de sua família.

A grande mudança da vida de Oswaldo começou quando, ainda no trabalho recebeu uma ligação de sua filha. Dulce Maria, a neta de Oswaldo, tem um ano e três meses e sofre com uma bronquite. Naquele dia, Laís ligou avisando que sua neta estava com pneumonia e havia sofrido uma parada respiratória. A notícia chocante, combinada com a pressão alta do avô, ocasionou um desmaio. Ele foi encaminhado para o posto de saúde, onde foi medicado e recebeu alta. Ao saber do ocorrido, sua filha Laís foi procurá-lo e o encontrou vagando pela cidade. Após voltar para casa, na madrugada do dia da ligação, Oswaldo sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral).

Os primeiros meses após o AVC não foram fáceis. Sem os movimentos do lado direito de seu corpo, Oswaldo tinha que se arrastar pelo chão para se locomover, e tinha muita dificuldade ao tentar falar.

Hoje, Oswaldo enfrenta dois problemas principais. O primeiro é sua aposentadoria, já que não tem mais condições de trabalhar e está afastado de seu emprego. O segundo é o encerramento, pelo menos até o momento, das sessões de fisioterapia, que deram lugar ao acompanhamento de apenas uma psicóloga. Esse tipo de tratamento não deixa de ser importante, mas Oswaldo ainda tem muito a melhorar para conseguir conversar e andar sem problemas.

Por morar há 21 anos no Nicéia, Oswaldo já viu várias mudanças acontecerem no bairro. Por causa do “areião” das ruas não asfaltadas, a cadeira de rodas de Oswaldo não consegue se movimentar e isso ocasionou a quebra da estrutura das rodas, o que impossibilita seu uso. “Com cadeira ele ia até o SORRI, o IMPET e um dia até voltou do Confiança com pão e mortadela”, comenta orgulhosamente a filha.

Seu Oswaldo conta que já melhorou muito e comenta que deseja fazer muitas coisas ainda, como voltar a trabalhar, algo que gostava tanto de fazer.

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