Adão Paes Leme

Foto: Mariana Duré

Adão Paes Leme

Adriana Salgado
Aline Pádua

Sessenta e dois anos. É esse o tempo que separa o senhor Adão Paes Leme dos irmãos. O jovem que deixou a cidade de Conchas (SP), em 1950, para se aventurar em busca de amores no litoral santista é hoje um senhor de 85 anos. Morador do bairro, tem como maior desejo rever os irmãos que deixou há tanto tempo na pequena cidade.

Adão nasceu em 1928, em Conchas, uma pequena cidade formada à beira da antiga estrada de ferro Sorocabana Railway, na região sudoeste do estado de São Paulo. Filho mais velho entre os quatro irmãos de uma família simples e morador da zona rural, quando menino, Adão “gostava mesmo era de andar pelo mato e dormir a céu aberto”.
“Lembro muito bem do dia 30 de abril de 1947. Foi quando minha mãe, Eliza Cunha, morreu”, conta. Adão é muito apegado à família e se lembra muito bem dos tempos de sua mocidade: “Nesse dia teve um eclipse do sol e tudo ficou às escuras”. Pouco depois da morte da mãe, deixou sua cidade natal, seu pai Domingos Paes Leme, seus irmãos Benedito, Eva e Leonida, e partiu rumo a Santos.

Seu namoro juvenil no litoral, porém, não durou muito, e logo Adão estava novamente na estrada. Dessa vez, o destino foi Cornélio Procópio, no Paraná, onde encontrou trabalho em uma fazenda de algodão, constituiu família e teve três filhos. O casamento acabou passados 12 anos.

Depois disso, Adão voltou a viajar e conheceu sua segunda esposa, com quem ficou junto por 27 anos. O casal foi para a cidade de Santa Isabel, na região do Vale do Paraíba, trabalhar em uma fazenda. Ficaram lá por 17 anos, quando sua mulher sofreu um derrame e se mudaram para Duartina, onde ficou viúvo. Algum tempo depois, encontrou Laura, sua atual esposa, com quem já está junto há 16 anos, “sempre cuidando um do outro”. Foram morar no Jardim Nicéia há 12 anos, e acreditam que o bairro tem muito o que crescer e melhorar.

Senhor Adão, mesmo depois de tantos anos separado da família, ainda sonha com o dia em que possa reencontrar seus irmãos:“se eles quiserem me visitar vou estar aqui no Nicéia esperando”.

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