Teresinha da Silva

Teresinha da Silva

Foto: Luciana Arraes

Cinthia Quadrado
Vitor Soares

Com apenas cinco reais, Dona Teresinha começou a construir a sua casa dentro do Jardim Nicéia, onde é conhecida por todos. Ela comprou o terreno e, com a ajuda de seus filhos e do tempo, conseguiu construir sua casa. Ela se mudou para Bauru por volta de 2000, mas já morou em várias cidades. A primeira de todas foi Cafezinho, em Minas Gerais, agora chamada de Capitão Andrade. “Cresci e fiquei lá vinte anos”, explica Teresinha, “depois me mudei para São Paulo, onde fiquei mais trinta anos”.

“Já morei em vários bairros de São Paulo”, conta, mas a sua lembrança mais especial foi do tempo em que morou fora do país, nos Estados Unidos. “Eu já morei em Boston, Nova York. Fiquei cinco anos nos Estados Unidos, e morei numa cidade chamada Summerville”. “Eu trabalhava como doméstica nos Estados Unidos, com uma mulher de Minas”, conta

Dona Teresinha, que também trabalhou na universidade Harvard, “Limpei aquela universidade de cima até embaixo”. Sua lembrança sobre a estadia nos Estados Unidos é ótima, mas a única coisa que ela não sabe é por que decidiu viajar pra tão longe. “Eu acho que foi por Deus”, afirma, “como tudo na minha vida”.

Antes dos Estados Unidos, já trabalhava como doméstica em Bauru e em São Paulo, limpando casas. Mas Dona Teresinha sem dúvidas é mais conhecida por causa da sua habilidade na cozinha, para criar pratos excepcionais que até os repórteres do Voz do Nicéia já comeram e aprovaram. “Eu faço coxinha, risóli, lasanha, vendo refrigerante, faço
almoço com frango, pernil, costela. Eu também faço pudim de leite e maria-mole. Doce eu faço por encomenda, mas se eu fizer, eu acabo comendo sozinha e o cliente nem vê a cor. Eu sinto ansiedade para comer um”.

Quando perguntada sobre seu prato preferido, Dona Teresinha tem dificuldade para dizer, mas arrisca um palpite: feijoada. “Eu adoro fazer feijoada, mas não tenho preferência. Arroz, salada, qualquer coisa. Só que eu gosto de fazer feijoada para mais de trinta pessoas”.

Dona Teresinha nem sempre soube cozinhar: “quando eu era mais nova, não sabia cozinhar, nem mesmo macarrão”, afirma. A arte de cozinhar corre na sua família, e ela aprendeu com sua irmã; “cozinhar é de família, e todos aprenderam sozinhos, que nem eu. Nunca fizemos curso nem nada”. E será que tem um segredo para a comida ficar tão gostosa? “Claro que tem, mas é segredo de família”. E do que será que ela não gosta? “O que eu não gosto é de ficar parada, adoro trabalhar e amo cozinhar”, conclui Teresinha.

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