O Lixo que vira renda

Pessoas encontram na reciclagem uma forma de complementar a renda familiar

Osvaldo percorre as ruas da cidade com seu carrinho recolhendo lixo. Foto: Luciana Arraes

Luis Fernando de Araújo
Vítor Moura

O orçamento anda apertado? Tá faltando um dinheirinho extra no final do mês? Trabalhar com reciclagem pode ser uma boa opção! Além de fazer um bem ao meio ambiente, é possível juntar uma grana.

Osvaldo Mateus da Silva, auxiliar de pedreiro, nos intervalos entre um serviço e outro, pega seu carrinho e percorre as ruas de Bauru recolhendo lixo, que depois vende. O trajeto é longo e o sol castiga, mas ele acredita que vale a pena; “dá uma ajuda boa”, afirma o morador do Nicéia.

A dona de casa Lúcia Alves Pereira, 38 anos, não tem vergonha de mostrar o enorme cesto em frente a sua casa, usado para guardar o lixo que recolhe. “Quando as crianças querem comprar uma bolacha, ou alguma coisa, vendemos o lixo. Dá uns três reais aí damos um pra cada uma e elas ficam felizes”, explica Lúcia.

Também não são raros casos como o de João Biazotto, 61 anos, e sua esposa, Lília Martins, 33 anos. Os dois começaram recolhendo lixo e hoje são sócios em seu próprio negócio; uma cooperativa nas proximidades do centro de Bauru. É uma pequena casa que recebe todos os dias cerca de 60 kg de lixo que será separado e revendido a indústrias especializadas em reciclagem. Quando começaram, há quase três anos, contavam com uma frota de 20 carrinhos. Hoje já possuem três vans e estão cuidando da compra de um caminhão. “Começamos catando de pouco em pouco. Isso é o que a gente faz, a gente gosta de trabalhar com isso”, conta Lília.

Lúcia usa dinheiro do lixo para fazer agrado aos filhos. Foto: Luciana Arraes

Saúde

Existem alguns cuidados necessários ao se trabalhar com o lixo. Por exemplo, é recomendável o uso de luvas e máscara ao manusear o material. Para armazear, recomenda-se que o lixo seja lavado com água corrente, para não atrair ratos e baratas, além de outros animais que possam transmitir doenças. Latas e garrafas devem ser armazenadas de cabeça para baixo, para não acumular em água, evitando a proliferação do mosquito da dengue. Mais informações em: portalsaude.saude.gov.br.

Valor de venda dos materiais:
PET: R$ 0,50 o quilo
Alumínio (lata): R$ 2,70 o quilo
Alumínio (panela): R$ 3,00 o quilo
Papelão: preço variável
(informações obtidas através de pesquisa de preços entre cooperativas e empresas de
reciclagem em Bauru, podendo haver variações entre uma ou outra empresa)

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