Silvana de Oliveira

Silvana de Oliveira

Foto: João Paulo Monteiro

Henrique Gasparino
Vitor Soares

Silvana ama o próximo. Ela passou boa parte de sua vida como enfermeira em hospitais, cuidando de quem precisava. Entrou na profissão por insistência de sua avó, mas ficou firme na carreira e agora sonha em abrir uma clínica para dependentes químicos. “São pessoas que precisam de amor, de carinho”, conta.

Antigamente, seu sonho era abrir uma loja com roupas de grife, mas hoje se sente privilegiada por ter trabalhado como enfermeira e diz que recebeu uma lição de vida com a profissão. Mesmo com tanto tempo de serviço, Silvana mantém a humildade. “Eu ainda tenho muito a aprender”, reconhece com um sorriso no rosto. “E aprendi a gostar da profissão”.

Já passou por várias áreas dentro do hospital, público e particular, mas ela gostou mais de trabalhar com os aidéticos. “Aprendi muito com eles, criei um vínculo gostoso. Eu sabia que eles precisavam bastante de mim”, explica. “Foi aí que eu passei a amar cada vez mais a profissão”, admite com orgulho. “Eu não usava luva, máscara, roupão. Eu me colocava no lugar deles, se aparecesse uma enfermeira cheia de roupa, parecendo um robô, eu ia me senti muito mal”, relembra.

Mas nem todos os momentos como enfermeira foram de alegria para Silvana. Uma das piores noites de sua vida foi logo em seu primeiro dia de serviço, já que um paciente morreu. “Eu disse que não ia mais trabalhar, mas eu sabia que se deixasse a profissão por medo de morto, a minha vó me faria trabalhar muito mais, então não disse nada.”

Recentemente, surgiu a oportunidade de trabalhar com dependentes químicos no bairro Jardim Terra Branca. “Você se sente muito coagido, tem que ter uma estrutura muito grande”, admite com tristeza. Mesmo assim, ela sonha em abrir sua própria clínica: “não sozinha, mas com uma equipe médica, com psicólogos e quem tiver o interesse de ajudar”, completa sonhando.

Para Silvana a melhor recompensa é poder espalhar sua alegria, ainda mais para quem precisa. E isso é fácil de ser comprovado por quem vai ao mercado de seu marido, dentro do Nicéia.

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