Era uma vez um ponto de ônibus…

Falta de transporte público no bairro causa transtornos à comunidade

Na falta de um ponto de ônibus adequado, moradores usam árvore como referência e proteção contra o sol, já que, em dias de chuva, não há ônibus. Foto: Giovani Vieira

Adriana Salgado
Giovani Vieira

Uma esquina de terra batida e nada mais. Esse é o local utilizado pelos moradores do Jardim Nicéia para pegar o único ônibus que passa nas proximidades do bairro. Sem o transporte coletivo entrando no bairro, a solução para quem precisa trabalhar, faça sol ou faça chuva, é enfrentar as ruas de terra e passar pelo bairro inteiro até chegar ao ponto, no mínimo, improvisado na rua Valdemar F. Santos. No local não há sequer uma demarcação de madeira indicando que ali é a rota da Linha Unip-Makro.
Outra solução é subir uma rua que dá acesso à Unesp e caminhar uma longa distância. Aos domingos e feriados acontece outro problema, as linhas disponíveis que passam próximas à universidade são poucas e os horários mais escassos ainda, dificultando para aqueles que precisam ir a supermercados, hospitais ou àqueles que buscam lazer.
Quando chove, a situação fica ainda pior. “Aí fica aquele lamaçal, não tem como sair na porta de casa, imagine subir até o fim do bairro para poder pegar o ônibus”, aponta a moradora Elaine de Castro Assunção (29). Ela também conta que para as crianças, idosos e cadeirantes do bairro a dificuldade é ainda maior. Os ônibus não entram no bairro em dias de chuva, dessa forma os moradores precisam encarar as poças de barro e subir até a rodovia Marechal Rondon e aguardar o ônibus na garagem da empresa.
“Por que o ônibus não pode entrar no bairro sendo que por aqui passam ambulâncias, viaturas da polícia, caminhões pipas e até o caminhão de lixo?”, questiona o morador Ricardo Luciano Costa. Procurada pela equipe, a Empresa Municipal De Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) responsável pelo transporte público, informou, por meio de nota enviada pela assessoria, que os ônibus têm estrutura diferenciada, não permitindo seu tráfego pelas vielas do bairro e que não prevê, no momento, mudança de itinerário, uma vez que o atual já está definido.
Uma possível solução seria o prolongamento do itinerário da linha Campus até a rotatória de acesso ao bairro, mas, segundo a Emdurb, não é possível porque “a linha não apresenta tempo de viagem suficiente”.
Quanto à possibilidade de instalação de um ponto coberto no local, a Empresa não dispõe do equipamento no momento, mas informa que a solicitação será arquivada para posterior avaliação. Questionada da ausência de marcação, a Emdurb pede a colaboração dos moradores para não arrancarem a sinalização, pois esta já tinha sido colocada anteriormente.

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